Nova reunião de pré-candidatos governistas não dará em nada

belivaldo chagas 2020
Mario Souza / ASN

Como NE Notícias informou, foi cancelada a reunião política que estava marcada para esta segunda-feira, 6, sob a liderança do governador Belivaldo Chagas (PSD), com os pré-candidatos governistas às eleições majoritárias de 2022.

Alegação: alguns precisaram viajar.

Entre os pré-candidatos, o prefeito Edvaldo Nogueira (PDT), de Aracaju, depende apenas da decisão de Ulices Andrade, conselheiro do Tribunal de Tribunal de Contas do Estado.

Se Ulices disser que quer ser candidato a governador, será ele o escolhido.

A “nova reunião” está agendada para a próxima segunda-feira. Não vai dar em nada.

Banese e juiz de Sergipe em investimento em cidade de Alagoas

O jornal O Estado de São Paulo, um dos melhores do País, publicou em sua edição deste domingo, 5, ampla matéria em que cita um juiz de Direito e o Banco do Estado de Sergipe, Banese, entre outros.

aldo albuquerque mello
Juiz Aldo de Albuquerque Mello

Segundo o jornal, dezenas de milhões de reais do chamado orçamento de guerra para socorrer o setor do turismo durante a pandemia de Covid-19 foram usados para obras de empreendimentos novos, como resorts, e até para erguer o museu de futebol do Flamengo.

Segundo portaria do governo federal, publicada no Diário Oficial da União, R$ 5 bilhões deveriam ser utilizados apenas para proibir recuperações judiciais e falências no turismo durante a crise sanitária.

Os R$ 5 bilhões são custeados pelo Ministério do Turismo e foram destinados a bancos públicos de todo o País. Esse dinheiro, segundo portaria do governo federal, jamais devia servir para a construção de novos empreendimentos.

Segundo a matéria do jornal O Estado de São Paulo, essa dinheirama tem servido para a construção do Vista Xingó Empreendimento Ltda, aberta pelo juiz do Tribunal de Justiça de Sergipe Aldo de Albuquerque Mello, que recebeu R$ 17 milhões para erguer um resort na cidade de Piranhas, em Alagoas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda de acordo com o jornal, parte dessa dinheirama foi liberada pelo Banco do Estado de Sergipe.

O jornal O Estado de São Paulo informa: a instituição repassou 76% da verba para a empresa do juiz Albuquerque Mello.

R$ 13 milhões atenderam ao pedido de empréstimo feito em dezembro de 2020.

Informa o jornal O Estado de São Paulo:

Dois diretores do Banese – Olga Carvalhaes e Renato Cruz Dantas – se demitiram em dezembro, mesmo mês em que o empréstimo foi pedido, e se tornaram sócios da Xingó em maio, um mês antes de o dinheiro ser liberado para o resort. As obras já receberam os alvarás e as licenças ambientais.

Ainda no jornal O Estado de São Paulo:

A empresa Vista Xingó afirmou que apenas R$ 4,6 milhões foram liberados pelo banco, em resposta a uma carta proposta de R$ 13 milhões feita ao Banese. A empresa também afirmou que os ex-diretores do Banese “não participaram ou participam de qualquer tratativa sobre a operação de crédito”.

Valor internacional do petróleo abre espaço para Petrobras reduzir preços

Neste domingo, 5, o Presidente Jair Bolsonaro (PL) informou que ainda esta semana a Petrobras anunciará redução nos preços dos combustíveis, que custam valores absurdos em parte considerável do mundo.

NE Notícias pesquisou e informa que a commoditl teve redução de 18,7% desde o último reajuste e a Petrobras vai seguir a tendência.

Pelo menos até agora, a Petrobras tem sido uma empresa altamente rentável para seus sócios, embora seja estatal. Tem gente conseguindo ENGANAR o presidente brasileiro.

Recentemente, o presidente do Banco Central, que tem mandato, é independente, disse que nunca houve tantos choques de inflação em um período tão curto no Brasil, destacando as altas nos preços de alimentos, energia elétrica e combustíveis.

Campos Neto se referiu, em encontro com empresários, à ligeireza da Petrobras:

A Petrobras repassa preços muito mais rápido do que ocorre em outros países.

No governo Michel Temer, a Petrobras alterou sua política de preços para seguir a paridade (igualdade) com o mercado internacional. Continua assim, lamentavelmente.

Não gosta de Sergipe, onde mantém a Fafen, de Laranjeiras, arrendada à Unigel, por causa da pressão de políticos. Em Aracaju, já não existe mais. Desativou até mesmo seu escritório central, na rua Acre.

De acordo com dados da Ticket Log, em outubro deste ano (estamos em dezembro), o preço da gasolina foi 40% maior do do que o preço imposto a quem reside no Brasil em outubro de 2020.

Este ano, de abril para outubro, o preço subiu 13%. No período, o etanol subiu 19%.

O salário mínimo no Brasil em 2020 era de R$ 1.045, em 2021 “subiu” para R$ 1.100.

Depois de outubro, já houve aumento.

Na “guerra dos preços”, TODOS MENTEM, TODOS, MENOS O POVO TRABALHADOR, A GRANDE VÍTIMA.

A Confaz, que reúne as secretarias estaduais da Fazenda, recentemente, congelou o ICMS até o próximo mês de janeiro. Não vai adiantar muita coisa. Os Estados não aumentam a tarifa, mas e a tal política de paridade da Petrobras?

E não é só a gasolina!

Pergunte às donas de casa sobre o gás de cozinha, por exemplo.

Brasil tem a menor média móvel de mortes desde abril/2020

mulher mascara
Ricardo Wolffenbuttel / Governo de SC

Nenhum óbito neste domingo por Covid em Sergipe. Oito novos infectados. Desde o começo da pandemia, em março de 2020, 278.315 testaram positivo para a doença. Morreram 6.047 pessoas.

No País, desde o início da pandemia, em março de 2020, foram registrados 615.674 óbitos e 22.140.599 casos de coronavírus. 68 mortes nas últimas 24 horas. 4.623 novos infectados.

MÉDIA MÓVEL DE MORTES NOS ÚLTIMOS SETE DIAS:

  • Segunda (29): 227
  • Terça (30): 231
  • Quarta (1º): 229
  • Quinta (2): 218
  • Sexta (3): 208
  • Sábado (4): 196
  • Domingo (5): 194 (ainda preocupante)

BRASIL, EM 5 DE DEZEMBRO DE 2021:

  • Total de mortes: 615.674
  • Registro de mortes em 24 horas: 68
  • Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 194 (variação em 14 dias: -7%)
  • Total de casos confirmados: 22.140.599
  • Registro de casos confirmados em 24 horas: 4.623
  • Média de novos casos nos últimos 7 dias: 8.837 (variação em 14 dias: +2%)

SITUAÇÃO NOS ESTADOS:

  • Em alta (5 Estados): GO, MG, RR, MA, PI
  • Em estabilidade (10 Estados): AM, AP, PA, BA, RS, CE, ES, RJ, SP, AC
  • Em queda (9 Estados ): AL, PR, MT, PB, SC, RO, PE, RN, SE
  • Não divulgou (3 Estados): DF, TO, MS

Levantamento leva em conta apenas os últimos sete dias.

VACINAÇÃO:

136.666.885 (64,07%) pessoas estão TOTALMENTE IMUNIZADAS, completaram o esquema vacinal.

Juntando tudo – primeira, segunda, reforço (terceira), única (Jansen)), o Brasil aplicou 314.083.668 doses de vacinas contra a Covid-19.

VARIAÇÃO DE ÓBITOS NOS ESTADOS:

Sul

  • PR: -16%
  • RS: -5%
  • SC: -32%

Sudeste

  • ES: -14%
  • MG: 55%
  • RJ: 6%
  • SP: -12%

Centro-Oeste

  • DF: Não atualizou
  • GO: +28%
  • MS: Não atualizou
  • MT: -60%

Norte

  • AC: 0%
  • AM: -10%
  • AP: 0%
  • PA: -2%
  • RO: -43%
  • RR: 50%
  • TO: Não atualizou

Nordeste

  • AL: -21%
  • BA: -8%
  • CE: 9%
  • MA: 200%
  • PB: -43%
  • PE: -26%
  • PI: 21%
  • RN: -53%
  • SE: -20%

Coronavírus deixa Brasil sem Réveillon

Reveillon Rio de Janeiro
SECOM

No Brasil, 23 capitais e o Distrito Federal tiveram o Réveillon cancelado pelo Ômicron, a nova variante da Covid-19.

Especialistas parabenizam Estados e o Distrito Federal pelo cancelamento.

São contra qualquer evento que propicie aglomeração de pessoas.

Bahia respira, Grêmio agoniza e Atlético-MG faz a festa

ceara bahia
Felipe Oliveira – EC Bahia / Divulgação

Três jogos abriram, neste domingo (4), a 37ª e penúltima rodada do Campeonato Brasileiro. Na Neo Química Arena, em São Paulo, o empate por 1 a 1 entre Corinthians e Grêmio complicou os gaúchos, que dependem de outros resultados para não serem rebaixados à Série B nesta segunda-feira (6). Em Salvador, na Arena Fonte Nova, o Bahia superou o Fluminense por 2 a 0, saindo provisoriamente do Z4. Já o Atlético-MG, campeão por antecipação, derrotou o Red Bull Bragantino por 4 a 3 no Mineirão, em Belo Horizonte, festejando o título ao lado da torcida.ebcebc

Na capital paulista, o Grêmio saiu na frente aos 38 minutos do primeiro tempo, com Diego Souza. Ele aproveitou a sobra de um cruzamento do também atacante Ferreira pela esquerda, que o lateral Fábio Santos não tirou, para balançar as redes do goleiro Cássio. Aos 40 da etapa final, o meia Renato Augusto acertou um belo chute de fora da área, no ângulo do goleiro Gabriel Grando, evitando a derrota alvinegra.

O Tricolor foi a 40 pontos e permanece na décima oitava posição. Se Cuiabá e Juventude, que estão três pontos à frente, ao menos empatarem com Fortaleza e São Paulo, respectivamente, nesta segunda, a queda à segunda divisão será decretada. O Alvinegro, por sua vez, subiu para 57 pontos e assegurou vaga direta à fase de grupos da próxima Libertadores.

O Corinthians foi beneficiado pela derrota do Fluminense para o Bahia. Os cariocas seguem em sétimo, abrindo a zona da pré-Libertadores, com 51 pontos. O Esquadrão de Aço foi a 43 pontos, na décima quinta posição, deixando o Z4, ultrapassando Cuiabá e Juventude (que têm a mesma pontuação) por ter mais vitórias.

O atacante Gilberto foi o protagonista do triunfo baiano, marcando os dois gols dos anfitriões. Aos 38 minutos do primeiro tempo, o camisa nove abriu o placar cobrando pênalti. Aos 46, ele encobriu o goleiro Marcos Felipe, que estava adiantado, definindo o placar em Salvador.

No Mineirão, Keno colocou o Atlético-MG à frente do Bragantino aos 19 minutos da etapa inicial, de fora da área. Aos 38, o também atacante Ytalo aproveitou rebote do goleiro Everson para deixar tudo igual. Na volta do intervalo, logo a um minuto, o atacante Arthur virou o placar na sequência de uma cobrança de escanteio. Quatro minutos depois, o meia Matías Zaracho empatou de novo. Já aos 32, o atacante Jefferson Savarino, de cabeça, decretou a virada. Aos 42 minutos, o atacante Hulk ampliou. Nos acréscimos, Arthur descontou para os paulistas.

A festa atleticana continuou após o apito final, com a torcida vendo a equipe levantar a taça do Brasileiro, que não conquistava há 50 anos, no gramado do Mineirão. Os mineiros foram a 84 pontos, 11 à frente do vice-líder Flamengo. O Bragantino permanece com 53 pontos e aguarda o complemento da rodada para saber se já garante vaga à próxima Libertadores. O Massa Bruta é o sexto colocado.

Os jogos da última rodada serão disputados nesta quinta-feira (9), às 21h30 (horário de Brasília). O Grêmio recebe justamente o Atlético na Arena, em Porto Alegre. O Corinthians pega o Juventude no estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul (RS). O Bahia visita o Fortaleza na Arena Castelão, na capital cearense. O Bragantino encara o Internacional no estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista (SP). 

EXTRA! Surtou, foi ao Batalhão, chutou no sargento, atirou no policial, morreu

89D586A4 5CC9 4C57 8A44 C08EBC45D2B2
Redes Sociais

No final da noite deste sábado, 4, um homem surtou, foi ao Batalhão da Polícia, chutou no sargento, entrou em luta corporal com um policial, tomou a arma, atirou no PM, depois foi alvejado por soldado, que atirou tentando salvar o colega, não resistiu aos ferimentos, veio a óbito.

Tudo isso ocorreu no Batalhão da Polícia Militar localizado em Nossa Senhora das Dores.

Antes de invadir o batalhão, o homem estava sendo atendido por um médico, fugiu e invadiu para a morte.

Rodolfo Landim reeleito presidente do Flamengo

rodolfo landim
Rodolfo Landim — Alexandre Vidal / Flamengo

Na noite deste sábado (4), o Flamengo conheceu seu Presidente para o próximo triênio. Rodolfo Landim, candidato da Chapa Roxa, foi reeleito com 1.301 votos e continuará no comando do Clube da Gávea até 2024. Junto com ele, também foram eleitos Rodrigo Dunshee, como Vice-Presidente Geral, Carlos Henrique Fernandes dos Santos e Gustavo Fernandes como Presidente e Vice da Assembleia Geral.

O clima foi de tranquilidade durante todo o dia. A eleição, realizada no Ginásio Hélio Maurício, aconteceu das 8h às 21h. Além de Landim, outros três candidatos participaram do pleito.

Pela Chapa Azul, Marco Aurélio Cardoso Asseff, pela Branca, Ricardo Jorge Goes Hinrichsen Júnior e pela Ouro, Walter de Oliveira Monteiro.

todo, 2.011 associados adimplentes e aptos a votar compareceram ao clube para a eleição.

Confira os números da votação:

Chapa Roxa (Rodolfo Landim) – 1301 votos; 

Chapa Azul (Marco Aurélio Asseff) – 284 votos;

Chapa Ouro (Walter Monteiro) – 283 votos;

Chapa Branca (Ricardo Hinrichsen) – 134 votos;

Brancos ou nulos: 9 votos.

Direito Penal ou Processual Penal: o empate no caso André Moura

  • * Georges Abboud

De tempos em tempos, ressurgem algumas questões aparentemente “novas”, com as quais o Supremo Tribunal Federal tem de se confrontar. Questões a respeito das quais tudo já foi dito e que passaram pelo crivo implacável da história.

Uma dessas questões é a recente querela surgida no bojo da Ação Penal 969-DF, em que o relator ministro Gilmar Mendes acolheu pedido da defesa e formulou questão de ordem dirigida ao ministro presidente do STF. Nela, pedia-se a revogação da decisão que houvera suspendido o julgamento da AP, dado o empate na votação. Diante disso, a questão de fundo pode ser posta desta forma: o empate na votação em ação penal beneficia ou não o réu?

Paralelamente, vale lembrar, a defesa dos réus em questão alegou nulidade no julgamento das APs 973 e 974, uma vez que a dosimetria da pena ocorreu sem a participação dos ministros, cujos votos foram absolutórios.

Com relação a esse último ponto, entendeu o ministro presidente que: 1) a proclamação do resultado na sessão de julgamento em que foram fixadas as penas teria gerado preclusão, nos termos do CPP 571 VIII; e 2) a jurisprudência do STF, firmada a partir da AP 470, teria revelado existir “absoluta incongruência e mesmo paradoxo num voto que, há um só tempo, absolva o réu e imponha pena ao absolvido“.

A respeito da questão mais “pujante” de o empate resultar ou não em absolvição do réu, o ministro presidente entendeu incabível a aplicação analógica dos dispositivos que, em sede de Habeas Corpus e recursos em HC, determina a proclamação do resultado mais favorável ao réu.

Segundo seu entendimento, o procedimento do HC e de seus respectivos recursos ensejam resolução mais célere e consubstanciam exceções no sistema processual penal brasileiro. Em outros casos — entre os quais se inclui a ação penal —, o ordenamento daria preferência à obtenção do voto de desempate, devendo, portanto, a AP 969-DF permanecer suspensa até que um novo ministro tome assento na corte.

Tratando do assunto, Lenio Streck foi, como de costume, cirúrgico: “Não é que ela (a ‘tese’ do in dubio pro societate) não tem guarida na CF: ela não tem é guarida na civilização ocidental”.

Nesse sentido, a correção da posição esposada pelo ministro Luiz Fux poderia ser por nós subscrita a partir de diversas perspectivas: aplicação direta da Constituição Federal, interpretação conforme a Constituição, inconstitucionalidade dos artigos do regimento interno que condicionam a proclamação do resultado à obtenção de alguma maioria sem que o empate beneficie o acusado, entre tantas outras saídas típicas dos constitucionalistas.

Poderíamos, ainda, recorrer à relação entre Direito e moral e nos apropriarmos das palavras de Nietzsche, para quem “(j)ulgar e condenar moralmente é a forma favorita de os espiritualmente limitados se vingarem daqueles que o são menos (…)”. No caso jurídico, a limitação espiritual é, também e acima de tudo, uma limitação hermenêutica em relação à Constituição. Mas deixemos a filosofia de lado por ora.

Vamos à política. Tampouco nos valeremos da clara cooptação do Direito por ela. Afinal, a política — na figura dos encarregados pela condução de um novo ministro — detém em suas mãos o momento e o resultado de julgamentos que deveriam ser conduzidos pelo Direito. Jürgen Habermas indagaria: pois qual a legitimidade da política que se vale de um Direito que está à sua disposição? Deixemos também a política.

Afinal, seguiremos Streck: se um de nossos mais ilustres constitucionalistas preferiu a via do argumento civilizacional a despeito dos tantos argumentos dogmáticos de que poderia ter se valido, entendemo-nos autorizados a fazer o mesmo.

O caso em questão trata de crimes contra o patrimônio público; só isso já seria o suficiente para incensar as massas punitivistas em favor de uma aplicação eficienticista da “tese” de que, na dúvida, decide-se em favor da sociedade. Afinal, não teria sido ela a maior prejudicada pelos tais crimes?

Parece fora de qualquer dúvida que, no Estado constitucional, a liberdade é a regra, a presunção; a punição, a privação da liberdade — atuação ostensiva do Estado — é que precisa ser justificada, porque, frente ao Estado, não há qualquer indivíduo poderoso o suficiente.

Alegoricamente, poderíamos dizer que a soberania — uma das características principais dos Estados modernos — representa uma versão secularizada de Deus: não há poder interno ou externo que lhe seja superior; e o Estado ministra quase que exclusivamente o Direito.

Perguntamos, então: quão forte é o Direito? Bom, para responder a essa pergunta recorreremos a uma importante interpretação do Novo Testamento: Cristo foi crucificado, morto e sepultado pelos homens.

Para Agamben, o julgamento e a crucificação de Cristo não seriam, propriamente, um processo e uma pena. São fatos ainda indefiníveis e inomináveis. Cristo, na narrativa bíblica, foi processado, mas não julgado; apenado, mas não condenado. Segundo o filósofo italiano: “(q)ue haja um processo mas não um julgamento é, na realidade, a mais severa objeção que se possa levantar contra o direito, se é verdade que o direito é, em última instância, processo, e este, em essência, julgamento”.

Não há indivíduo que faça frente ao Estado. Esse é um fato histórico a respeito do qual não há fundamento jurídico, regra ou um princípio — para aqueles que ainda veem na distinção alguma valia — que sirva de justificação suficiente.

O Leviatã — para seguir na metáfora bíblica e ancorar em Hobbes – também precisa estar limitado. Não se pode prever que, por força de sua grandeza, haja uma diluição das arestas que o circunscrevem. Deixemos a metáfora como metáfora, enfim. O Leviatã não impõe, tampouco está morto: é preciso uma relação de forças que mantenha a todos sob a égide constitucional. Do contrário, transforma-se o Estado em uma estrutura vazia que, seguindo o quanto decidido nessa questão de ordem, pode submeter os homens a um julgamento infinito, um processo que não termina, confirmando os paradoxos imaginados por Franz Kafka no início do século passado.

Se conquistas civilizatórias já não servem de baliza à interpretação do direito, talvez devamos abandonar de vez também os princípios. Por essa razão, rejeitar que o empate beneficia o réu, independentemente do procedimento, é abandonar uma conquista civilizatória do constitucionalismo. Conquista que não pode ser vista sob viés degenerado de impunidade ou “bandidolatria”, pelo contrário, trata-se se ponto essencial ao devido processo penal: in dubio pro reo. Ou seja, uma ficcional tentativa equiparação de forças entre poder punitivo do Estado e o cidadão.

Abandonamos, por um momento, a filosofia moral e a política. Tentamos nos ater ao Direito. Mas o regimento interno nos obriga a retornar à política, em seu aspecto mais trivial e nos recorda da moralidade. Afinal, embora desejem, enquanto indivíduos, o posto da supramoralidade, quem de fato segue além do bem e do mal, no Estado constitucional, é tão somente a liberdade.

  • * Georges Abboud é livre-docente, professor de Direito Processual Civil da PUC-SP e de Direito Constitucional do IDP, advogado e consultor jurídico.

Mega-Sena acumula

Nenhuma aposta acertou as seis dezenas da Mega-Sena do concurso 2.434 realizado na noite deste sábado (4) no espaço das Loterias Caixa, na Avenida Paulista, em São Paulo. O prêmio acumulado para o próximo concurso está estimado em R$ 37 milhões. ebcebc

As dezenas sorteadas são as seguintes: 01 – 02 – 14 – 28 – 40 -51.

A quina teve 37 apostas ganhadoras e cada uma receberá R$ 75.710, 54. A quadra teve 3.663 apostas e cada uma vai receber R$ 1.092,50.

O próximo concurso (2.435) será realizado na próxima quarta-feira (7). As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.