Sindifisco

Às vésperas do feriado de Corpus Cristian, em assembleia extraordinária, os auditores e auditores fiscais de Sergipe deliberaram por unanimidade paralisação de cinco dias consecutivos nos serviços da Secretaria da Fazenda de Sergipe (Sefaz). A greve faz parte da retomada da campanha de valorização da categoria e contra a defasagem salarial. A assembleia foi realizada na tarde desta quarta-feira (19).  

A assembleia aprovou a paralisação a partir do dia primeiro ao dia cinco de julho de 2019. Nos dias nos dias 26 e 27 deste mês, a categoria vai realizar respectivamente Ato com Café da Manhã na porta da Sefaz e nova assembleia.  

Paulo Pedroza, presidente do Sindifisco

De acordo com o presidente do Sindifisco, Paulo Pedroza a decisão por greve é de contestação à ausência de compromisso do governo estadual quanto ao processo de negociações que já se arrasta há quase dois anos. A proposta apresentada pelo Sindifisco é a implementação de uma ferramenta que incentivaria a máquina arrecadadora. “Essa proposta foi amplamente discutida com o então vice-governador, Belivaldo Chagas, no início de 2018. A discussão foi retomada com os dirigentes da Sefaz e chegou-se a uma proposta de consenso, que além de possibilitar aumento da arrecadação também reorganizaria a gestão da Sefaz. O que falta nessa negociação é a palavra final do governo” destaca o dirigente sindical.

Pedroza afirma que a categoria não compreende por que essa negociação se arrasta por tanto tempo, já que não aumentará a despesa de pessoal e contribuirá com o aumento substancial da arrecadação.  

Arrocho salarial

Os servidores públicos do Estado de Sergipe estão sem reposição salarial há sete anos, o que levou perda do poder de compra. “A desculpa do governo para esse descumprimento de direito constitucional é o crescimento incontrolável da despesa com pessoal e déficit da Previdência. Mas diferente desse discurso, no período de 2014 a 2018, a Despesa Bruta de Pessoal (ativo e inativo) cresceu 18%, enquanto a Receita Corrente Líquida cresceu 23%. O que demostra claramente que todo o sacrifício tem recaído sobre os servidores públicos e que o maior problema nas finanças do Estado não é a folha de servidores, que cresceu menos do que a receita”, detalha Pedroza.