NE Notícias / com Fecomércio-SE

A crise gerada pela Covid-19 atingiu agressivamente a economia sergipana e provocou um aumento exagerado do número de desempregados e empresas fechando as portas no estado.

Em estudo realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), analisado pela assessoria executiva da Fecomércio-SE, o estado 950 lojas, que precisaram fechar as portas.

De acordo com o jornalista Marcio Rocha, “a crise no comércio tem como um de seus provocadores a edição de decretos estaduais e municipais que provocaram o fechamento das lojas no período em que a pandemia do coronavírus esteve na fase mais aguda, o que levou ao isolamento social, reduzindo de maneira drástica as transações comerciais no estado”, diz.

Arquivo / ASN

Márcio lembra ainda que o comércio sergipano é concentrado na Grande Aracaju e cidades com maior fluxo de pessoas, como Itabaiana, Lagarto, Estância e Nossa Senhora da Glória.

De acordo com ele, houve grande redução no consumo, o que condicionou a queda no faturamento e levou centenas de lojas ao fechamento, sendo as lojas de vestuário, tecidos, calçados e utilidades domésticas as mais afetadas, de acordo com o estudo. “Muitas das lojas do estado não estavam preparadas para o atendimento de forma online, o que também prejudicou sobremaneira a manutenção de sua existência. Somente em shoppings, mais de 180 lojas foram fechadas, segundo estimativa da Fecomércio”, diz.

O número de 950 lojas fechadas considerou apenas as empresas que possuem trabalhadores com carteira assinada.

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O presidente da Fecomércio, Laércio Oliveira, manifestou preocupação com o fechamento das lojas e afirmou que as dificuldades provocadas pela pandemia podem aumentar o número de lojas que podem entrar nessa situação, lamentando o desemprego.

“O fechamento de 950 lojas no estado é preocupante, pois isso também provoca danos para todo o contexto econômico sergipano. São lojas que deixam de vender, de arrecadar para o estado e complicam mais a situação difícil que estamos vivendo diante desse período de pandemia. Juntamente com essas lojas, foram perdidos mais de 3.500 postos de trabalho no comércio e mais de 4.600 no setor de serviços. São pessoas que deixam o mercado de consumo, pois não estão empregadas. Precisamos resgatar isso, buscar medidas para o salvamento das empresas em nosso estado, para reduzir esse número”.