Parece charmoso o discurso de que “não oferecemos nada, quem vier para o nosso lado, virá pelo que pregamos, por nossa história, porque quer a mudança”.
Parece, somente parece. A vida não é assim.
Como diz uma escritora: “o amor não se isola”.
Bem assim é na política.

Aliança é construção diária, não se faz sem acordos, sem confiança, urdida no dia a dia, muitas vezes longe da campanha eleitoral.
Não se consegue fazer aliança sob o estigma da ingratidão.
Até a convivência diária exige acordos, renúncias.
Antes da pandemia, um político de certa experiencia confidenciou:
“Se determinada candidatura for para o 2º turno, todo mundo irá contra”.
Quem decide optar pela política tem a obrigação de saber e aceitar essa dolorosa verdade: alianças indesejáveis muitas vezes são necessárias.
Não custa lembrar Winston Churchill: “Se Hitler invadisse o inferno, eu cogitaria de uma aliança com o demônio”.

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