Aracaju, 18 de Setembro de 2018
Segurança Pública Sucateada


No Brasil deram aos gestores de segurança pública um dinossauro indômito para cuidarem. E lhes deram uma carroça para fazer o manejo. Essa “carroça” não comporta toda a dimensão do monstro criminalidade e não acompanha o seu pique. Ele é mais dinâmico, o seu ritmo alucinante. O monstro se nutre da miséria dos lares das periferias, do desemprego, da falta de educação e profissionalização, do mau uso dos impostos recolhidos, da corrupção, do contrabando de armas, do roubo e do furto, do fomento das drogas e do álcool, da usura, da vaidade, da sensualidade, da maldade, do orgulho, da agressividade e principalmente da liberação dos adolescentes. Eles, hoje, podem fazer tudo. Do sexo precoce, do uso do álcool e dos entorpecentes ao crime reiterado. E ainda criaram uma lei para protegê-los. Esses não precisam de proteção, precisam de reprimendas, já que desprezaram todos os valores sociais e se tornaram inimigos dos cidadãos úteis. Quem defende o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), em todos os seus termos, é sadomasoquista e não sabe. Como pode haver o mesmo tratamento para quem tem doze anos ou dezessete e onze meses? Para quem furtou e para quem roubou e matou?

Os gestores de segurança pública têm a Polícia Militar e a Polícia Civil. Ambas sucateadas, intimidadas, desmotivadas, desvalorizadas por meio de leis que lhes tiram o prestígio institucional. A Polícia Militar, por meio de seus homens, deve fornecer os elementos iniciais para que a polícia judiciária elabore o inquérito policial. A polícia judiciária, por sua vez, por meio de seus agentes, escrivães, delegados, peritos, legistas e recursos técnicos deve aperfeiçoar o inquérito para que este fundamente o processo judicial, a fim de que o magistrado possa alcançar o seu objetivo de julgar com precisão. Mas faltam funcionários suficientes nas duas instituições policiais para atender a demanda. Faltam os recursos técnicos e logísticos. Falta o investimento necessário para dar o suporte adequado aos profissionais de segurança pública. Bem como aos profissionais de saúde e de educação neste país de improvisos.

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