Aracaju, 20 de Setembro de 2017
Dengue: Veja municípios com alto risco de transmissão


Os cuidados para eliminar os criadouros do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da Dengue, não param e o trabalho de fortalecimento da prevenção deve ser uma ação conjunta entre os gestores municipais e, principalmente, a população. Em Sergipe, 14 municípios são considerados de alto risco de transmissão da doença, segundo o último Levantamento Rápido de Índice de Infestação (LIRAa), realizado de 03 a 06 de março de 2015.

São eles: Siriri (12,4%), Simão Dias (10,4%), Feira Nova (6,6%), Pedrinhas (6%), Tobias Barreto (5,8%), Pinhão (5%), Aquidabã (4,7%), Itabaianinha (4,5%), Carira (4,6%), Moita Bonita (4,2%), Nossa Senhora das Dores (4,2%), Itabaiana (4%), Maruim (4%) e Nossa Senhora da Glória (4%).

O LIRAa aponta, também, que 30 municípios sergipanos são considerados de médio risco: Areia Branca (3,7%), Cedro de São João (3,6%), Capela (3,3%), Salgado (3,2%), Laranjeiras (3,2%), Pirambu (3,1%), Rosário do Catete (3,1%), Umbaúba (3,1%), Arauá (3%), Lagarto (2,9%), Malhador (2,9%), Campo do Brito (2,8%), Tomar do Geru (2,5%), Ribeirópolis (2,5%), Barra dos Coqueiros (2,4%), São Domingos (2,2%), Carmópolis (2,1%), Monte Alegre de Sergipe (2,1%), Aracaju (2%), Frei Paulo (2%), Porto da Folha (2%), Japoatã (1,8%), Poço Verde (1,8%), Poço Redondo (1,8%), Cristinápolis (1,7%), Boquim (1,7%), Japaratuba (1,3%), Neópolis (1,2%), Riachuelo (1,2%) e Estância (1,1%).

O Levantamento ainda identificou 8 municípios considerados de baixo risco de infestação da Dengue: Nossa Senhora Aparecida (0,9%), Propriá (0,8%), Indiaroba (0,8%), Canindé do São Francisco (0,7%), Itaporanga D’Ajuda (0,7%), Nossa Senhora do Socorro (0,7%), Santana do São Francisco e Santo Amaro das Brotas (ambos com índice de 0%).

De 01 de janeiro a 24 de março de 2015, Sergipe notificou 1720 casos de Dengue, com 419 confirmações e 01 óbito. No mesmo período do ano de 2014, foram 492 casos notificados e 189 casos confirmados. 

53 municípios realizam o LIRAa e 22 realizam o LIAa, atividade de Levantamento de Índice do Aedes aegypti semelhante ao LIRAa, com algumas características de pesquisa próprias de cada município, a exemplo de número de imóveis.

“Tanto o LIRAa quanto o LIAa proporcionam informações precisas para que os municípios intensifiquem cada vez mais as ações de prevenção e de controle. São importantes instrumentos de combate à Dengue. Os municípios devem se embasar na classificação de risco avaliada pelos índices de infestação identificados pelos Levantamentos para corrigir os problemas e eliminar os criadouros da doença. O combate à Dengue é um trabalho de união entre a União, o Estado, os Municípios e cada cidadão”, comenta Sidney Sá, gerente do Núcleo de Endemias da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Diretrizes

Ainda de acordo com Sidney Sá, a Vigilância Epidemiológica Estadual, através do Núcleo de Endemias, em elaborando diretrizes para intensificar as ações de controle e prevenção do Aedes aegypti na capital e no interior. O período chuvoso aliado com as temperaturas elevadas, segundo a técnica, favorece a proliferação do mosquito e, consequentemente, o risco de uma epidemia.

“Todos deve fazer a sua parte. O gestor municipal cuidando da limpeza correta das ruas, bueiros, cemitérios, praças, piscinas públicas, rede de esgoto, terrenos baldios, orientando os munícipes e agentes de saúde sobre os cuidados e prevenção. Já a população precisa ficar atenta à sua residência para evitar a proliferação dos mosquitos, não deixando água limpa e parada, fechando as caixas d’água e outros locais de armazenamento de água, limpando os quintais, mantendo as piscinas sempre tratadas, esvaziar as piscinas inutilizadas, colocar as garrafas com a boca para baixo, não acumular água em calhas e pneus, colocar areia nos pratos das plantas, etc”, ressalta Sidney Sá, ressaltando, ainda, que as prefeituras devem solicitar a presença da Brigada Itinerante e do Carro Fumacê, sempre quando for identificado o foco da doença e o risco à população.

“Os municípios devem sempre identificar os bairros em que há mais focos de reprodução do mosquito e tomar medidas urgentes para que não tragam consequências. Os gestores devem usar os meios de comunicação do município para divulgar campanhas e informar à população sobre o risco da epidemia e sensibilizar para manter as casas longe do mosquito”, enaltece.

Para ampliar as ações de combate aos mosquitos transmissores da Dengue e da Febre Chikungunya, o Ministério da Saúde repassou um recurso adicional de R$ 150 milhões a todos os estados e municípios brasileiros. Deste total, R$ 121,8 milhões foram para as secretarias municipais de saúde e R$ 28,2 milhões para as secretarias estaduais. O valor representa um subsídio de 12% do valor anual do Piso Fixo de Vigilância e Promoção da Saúde de R$ 1,25 bilhão.

A ação permanente contra a Dengue ganhou um reforço com a distribuição de larvicidas, inseticidas e kits para diagnóstico. O Ministério da Saúde também vem preparando planos de contingência nacional para as duas doenças.

Dengue e Febre Chikungunya

O médico infectologista da Secretaria de Estado da Saúde, Marco Aurélio Góes, explica que os sintomas da Dengue e da Febre Chikungunya são parecidos porém, há alguns diferenciais.

“Elas são doenças com sinais e sintomas muito semelhantes, sendo os principais: febre alta, dor no corpo, dor nas articulações, manchas na pele e prurido (coceira). O principal diagnóstico que diferencia mais uma da outra, é que na Febre Chikungunya há uma prevalência maior que é a artralgia (dor intensa nas articulações), e a febre, no início do quadro, tende a ser mais alta que a da Dengue”, afirma. 

Ainda segundo o especialista, “outro diferencial é que após a fase aguda (até 10 dias do início dos sintomas), a Febre Chikungunya pode cronificar, ou seja, apesar de acabar a febre, a dor e o inchaço nas articulações podem continuar. Desta forma, com a persistência desses sintomas, após um quadro suspeito, devem ser colhidos exames confirmatórios para Chikungunya”.

O médico infectologista Marco Aurélio Góes dá um alerta para toda a população. “Em vários municípios de Sergipe (e também em outros estados do Nordeste), tem ocorrido um aumento em quadros com bastante exantema e prurido (manchas avermelhadas com coceira), associado a quadro de mialgia e artralgia (dores nos músculos e articulações). Alguns profissionais informam que esses casos se tratam de Febre Chikungunya. Mas nos casos que têm sido investigados, temos confirmado o diagnóstico de Dengue. Este alerta é importante, pois temos que lembrar que a Dengue é uma doença potencialmente mais grave e com maior risco de óbito. Desta forma, todos os casos devem receber a atenção que todo paciente com suspeita de Dengue deve ter: hidratação vigorosa, investigação de sinais de alarme e sangramentos e a contraindicação para não usar antiinflamatórios hormonais e não hormonais”, reforça.

Em Sergipe, o único caso registrado da Febre Chikungunya foi considerado importado: uma paciente que já veio com a doença de Feira de Santana, na Bahia, cidade com grandes números de registros. O fato aconteceu em outubro do ano passado.

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