Aracaju, 23 de Novembro de 2014
Luciano Barreto Jr: 8 anos de saudade


8 anos depois da morte de um jovem engenheiro

Luiz Eduardo Costa*

Nesta segunda-feira, dia seis de setembro, faz oito anos que morreu, num acidente, o jovem engenheiro Luciano Barreto Junior.

Sexta-feira passada, à tarde, dia 3 de setembro, seu pai, o engenheiro Luciano Franco Barreto percorria, com um amigo, as dependências do Instituto Luciano Barreto Júnior, em sua sede na Avenida Barão de Maruim. Ele, e a sua esposa Maria Celi, inauguraram o Instituto em março de 2003, menos de um ano depois da morte do filho.

Hoje, aquela instituição atende a mais de mil jovens entre 15 e 25 anos. Acompanhavam na visita, o escritor Jácome Góis, inspirador e entusiasta, e a professora Izabela, gerente do Instituto. O cuidado revela-se em tudo. Há carinho, amor ao que é feito.

Por isso, o Instituto Luciano Barreto Júnior, em tão pouco tempo, transformou-se em Sergipe na maior obra filantrópica, também numa primorosa referencia para instituições semelhantes, e mais do que isso, numa comprovação de que, devotamento e gestão eficiente, podem qualificar a educação.

Nas salas do Instituto, freqüentadas duas vezes por semana por alunos, há cursos de informática, acesso ao mundo virtual, curso de línguas, de música, oficinas de teatro, de artesanato, uma sala de cinema, onde os filmes projetados obedecem a uma orientação, para que possam deixar sempre uma mensagem positiva, contribuam para o alargamento mental dos alunos.

Todos os alunos, tanto da sede como da outra, no Bairro Industrial, recebem fardamento completo, apostilas, o material didático necessário, e tem acesso a uma biblioteca. Uma equipe de professores, pedagogos , assistentes sociais, psicólogos , acompanha a vida escolar  e pessoal doa alunos, que pertencem  a famílias pobres, na sua maior parte da periferia de Aracaju.Há disciplina, e cobrança  permanente   por resultados. Quando um aluno falta logo a família toma conhecimento, e se ocorrem problemas familiares que possam desestruturar a personalidade do jovem, logo assistentes sociais e psicólogos passam a acompanhar diretamente o que ocorre no ambiente familiar. Com isso, chega-se a níveis  de eficiência escolar  inéditos, traduzidos na notas obtidas, no quase nulo índice de evasão e faltas. Retira-se também da droga e do crime , uma parcela da juventude mais susceptível de transforma-se em vitima do contagio que ronda mais de perto aqueles que vivem em condições de pobreza.

Todos os alunos fazem o curso regular em escolas publicas, e agora, Luciano Barreto que estabelecer com a rede escolar municipal e estadual, um elo de relacionamento que se traduziria na apresentação, pelos estudantes do Instituto, todos os meses, dos seus boletins escolares para que sejam avaliados. Havendo problemas de aproveitamento, a equipe multidisciplinar do Instituto entraria em cena. O Instituto é mantido exclusivamente com recursos do casal Luciano Maria Celi.

Além de exemplos, o Instituto Luciano Barreto Júnior significa a transformação da dor de uma perda em valorização da vida, e demonstração, também de que é possível contribuir  para mudar a sociedade, desde que abandone a atitude contemplativa , e se resolva participar com força, capacidade e dedicação, isso, exatamente, o que fazem Luciano, Maria Celi e toda a equipe do exemplar Instituto.


*Artigo publicado no Jornal do dia do último domingo na coluna do jornalista Luiz Eduardo Costa.
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