Aracaju, 19 de Setembro de 2018
Laércio quis a Presidência da CNC, mas acabou apoiando chapa "perdedora"


Antônio José Domingues de Oliveira vai deixar a presidência da CNC (Confederação Nacional do Comércio) depois de 38 anos. O motivo é a idade avançada: ele está com 92 anos. Seu grupo político, porém, tem grande chance de permanecer no poder.

As eleições estão marcadas para 27 de setembro, e a chapa Unidos pela CNC —apoiada informalmente pelo atual dirigente— já tem garantidos 24 dos 28 votos possíveis.

Dirigentes das federações do comércio do Distrito Federal, de Sergipe, de Alagoas e de Santa Catarina montaram uma chapa oposicionista, denominada CNC em Ação e liderada pelo dirigente da Fecomercio DF, Adelmir Araújo Santana.

A chance de vitória, no entanto, é reduzida, uma vez que tem apenas quatro votos.

A disputa pelo comando da CNC é justificada pelos expressivos orçamentos envolvidos —a entidade comanda também o Sesc e o Senac.

Em 2017, as receitas de CNC, Sesc e Senac somaram R$ 11,4 bilhões, sem contar os recursos existentes em caixa.

Quando Oliveira anunciou, há um ano, que desistira de concorrer, articulações para sucedê-lo ganharam fôlego. Dirigentes do Norte e do Nordeste se articularam em torno de Tadros, com apoio de outras regiões do país.

A iniciativa foi capitaneada por Luiz Gastão Bittencourt, presidente licenciado da Fecomercio Ceará e hoje interventor do Sesc e do Senac no Rio.

Bittencourt, que é da estrita confiança de Oliveira, está no Rio de Janeiro desde a prisão do ex-presidente da federação fluminense Orlando Diniz, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro na Lava Jato por suas conexões com o ex-governador Sérgio Cabral (MDB).

Mas um grupo de dirigentes se sentiu frustrado em suas ambições de se candidatar e resolveu criar uma chapa de oposição —um dos membros mais ativos é o deputado Laércio Oliveira, presidente da Fecomercio Sergipe. Almejou ser presidente da CNC, mas acabou se aliando a Santana.

Com chance reduzida no pleito, a oposição já registrou diversos pedido de impugnação de membros da situação, alegando que não têm reputação ilibada. Se perderem, cogitam entrar na Justiça.

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