Aracaju, 19 de Setembro de 2018
FORA DE MODA


Deus não está na moda. Ainda a família, a literatura, a poesia, o amor, o respeito ao outro não estão mais na moda. Estão démodé (para usar um termo também em desuso), ultrapassados. O bem está ficando obsoleto, relegado ao descrédito. Por isso o mundo está menos doce, menos romântico, menos poético. A nova geração, com sua cultura inovadora, não criou um personagem mais encantador que O Pequeno Príncipe de Saint Exupéry, com suas lições maravilhosas. Shakespeare não foi igualado. Machado de Assis, Cecília Meirelles, Jorge Amado estão sem discípulos. Acabou o sítio do pica pau amarelo. A infância perde a sua ingenuidade natural e saudável. O seu lazer agora é temerário. Não mais se vê as brincadeiras de rua e as cantigas de roda. O ideal de princesa deu lugar ao personagem periguete; o do príncipe ao do transgressor. Bom caráter é algo antiquado, agora se faz risível. A influência nefanda de tudo isso influencia a todos, de forma quase impercebível.

 

Embora a religião ainda esteja em atividade parece que ela está perdendo a sua capacidade social de formação ética, moral, espiritual. A troca de uma fé pura, genuína por uma postura de conveniências, fruto da mentalidade pragmática, incentivam a busca por realização pessoal a qualquer custo e engendram a teologia da prosperidade material e da ascensão social embutida na pregação religiosa, mas não na bíblica, como se vê no Sermão da Montanha. E os ensinamentos cristãos são – como manual de convivência fraterna – base da sociedade mais humanizada. A sua ausência nos lares desagrega as relações sociais. Sabe-se que nas nações não cristãs o ideal maior é a guerra desnecessária, hedionda. Ou nas nações consideradas cristãs quando o seu líder é um falso cristão. O que está na moda é o uso de drogas entorpecentes, o sexo libertino, o aborto, a intolerância, a criminalidade, o terrorismo, o desrespeito à vida, às instituições públicas democráticas e aos agentes da autoridade estatal...

 

Como na brincadeira cascata do dominó, estamos nos conduzindo ao caos. Teremos tempo – e espírito – para, verdadeiramente, nos voltarmos a Deus?

 

Em tempo: os equivocados dogmas ou desvios de conduta históricos da igreja cristã, tradicional ou renovada (protestante), e mesmo de pessoas, não desfiguram os genuínos ensinamentos cristãos nem a figura irrepreensível de Jesus Cristo.

Saiba mais
Manifeste
Comunicar erro
Utilize este espaço para comunicar erros encontrados
nas matérias publicadas pelo NE Notícias.


limite de caracteres:
Enviar




limite de caracteres:
Fale com o NE
Este é o seu contato direto com o NE. Preencha o
formulário e envie o seu recado.


digite o código abaixo e clique em enviar
    
NE no Facebook      NE no Facebook
NE no Twitter      NE no Twitter
Desenvolvimento: Goweb Tecnologia
Projeto Gráfico NE Notícias - Leia hoje as notícias de amanhã Todos os direitos reservados