Aracaju, 24 de Novembro de 2017
OSTENTAÇÃO


São da natureza humana a vaidade e o gosto pela autopromoção. Essa espécie de projeção social torna-se base para a, equivocada, afirmação própria ou autoafirmação. Isso se revela no exagerado interesse no corpo desenhado em linhas simétricas, na roupa de grife, no carro novo possante, no relevante cargo público, na fama, no sucesso pessoal, na conquista do poder econômico ou político, até mesmo nos cabelos tingidos de loiro, nas cirurgias plásticas estéticas, nas exuberantes tatuagens e nos piercings no intento de se sobressair do comum, do simples. Lista Forbes, mansões, iates, joias, vestidos deslumbrantes, seios siliconizados são apenas acessórios no desejo recorrente de ser beneficiário dessa opulência predadora, no consumismo egocêntrico. A cobiça financeira é o sustentáculo dessa conduta. Quanto mais vaidoso, mais ambicioso se é. 

 


Os países disputam a maior altura dos arranha-céus, as maiores pontes, criou-se o guinness book a fim de divulgarem  o que é mais ou melhor, das maravilhas às tragédias. Tudo isso fica bastante evidenciado nas exposições midiáticas com pessoas saltando de alturas em reforçados elásticos, escalando prédios sem equipamentos de segurança, pondo a cabeça na boca de crocodilos, mostrando suas conquistas materiais no facebook e em outras redes sociais. “Meu filho é o mais inteligente da sala”, “a minha filha ganhou o concurso de miss estudante”, “o meu filho é o mais bonito da família”, “você sabe com quem está falando?”, “comigo o negócio é diferente” são algumas das frases que muito bem registra essa necessidade angustiante de ser o melhor. 


Até na violência se avista o desejo de ser mais. Em outros tempos não era suficiente se matar os adversários, tinha que pendurá-los em praça pública ou na beira das estradas. Enforcados ou com a cabeça decepada. Atualmente se mata com trinta tiros ou se mutila o desafeto sob a lente de câmera para ser visto por milhares de olhos ávidos por cenas de violência e bestialidade humana. Há brigas sanguinárias por causa de religião, política, sindicatos, herança, futebol... A vaidade e a desumanidade têm levado as sociedades a oferecerem um constante ambiente de disputas e de infelicidade pessoal. 

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13/11/2017 A ARTE POLÊMICA
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